Durante muito tempo achámos que esta coisa da corrupção e de usar indevidamente os dinheiros e os meios do estado para uso pessoal era coisa de latinos. Mas, nos últimos tempos, países que se gostam de hastear a bandeira da civilização têm vindo a defrontar-se com escândalos envolvendo os seus políticos. A Inglaterra está a braços com uma série de casos de uso e abuso indevido de dinheiros do estado para fins pessoais, mais precisamente para renovação e segundas habitações. Foram muitos os políticos que recorreram aos subsídios do estado para alugar uma casa, afirmando que viviam muito longe do centro de Londres. Em muitos casos estes políticos tinha residência a menos de 40 kms.
A Alemanha também não foge há regra. Todos os anos, por volta do Verão, surge o caso de alguém que usou viaturas e até mesmo aviões do estado para as suas férias em Espanha. Nese final de Junho foi a vez da ministra da Saúde, Ulla Schmidt ser apanhada a usar viaturas do estado para fins pessoais.
Lá se vão os "porta estandartes" da civilização!
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Bénard - Candidatos ao prémio antipatia
Há pessoas que não merecem o que têm. Falo aqui dos donos/funcionários da caixa da pastelaria Bénard, situada em pleno Chiado. Este estabelecimento centenário, com uma enorme sala de chá nos fundos, tem contudo duas das funcionárias mais antipáticas e malcriadas da capital portuguesa. Pedimos um café, pagamos e recebemos um olhar de trombas, sem um "bom dia", "se faz favor" ou "obrigado".
Apetece responder com a mesma moeda, atirar a moeda estridentemente para o pires de lata, esquecer por momento as boas maneiras, virar costas e mandar bugiar essas duas criaturas antiquadas e mastronças.

A cidade dos Spas
Mais conhecida por Carlsbad, Karlovy Vary, a cerca de uma hora de viagem de Praga, é um dos destinos preferidos dos mais abonados do centro da Europa que escolhem esta localidade para os mais variados tipos de tratamentos termais, seja por razões de saúde ou por uma questão de mero bem-estar. Uma particularidade desta estância termal vai para o facto de só ter, praticamente, hotéis de cinco estrelas, todos eles com as suas saunas, banhos turcos, massagens, etc...
A meio da tarde, por entre tratamamentos e demais mordomias, pode ter a felicidade de se deparar com uma orquestra sinfónica, como aconteceu no dia em que por lá passámos.
Uma versão mais ou menos adaptada do tema cantado por Robbie Williams
The 80's
Robbie Williams
Composição: Robbie Williams
I smoked SG Gigante and SG Filtro
Drank Sagres Mini, did not learned how to drive
Chiclets Gorila to hide my breath from my Mum
Did a little weed 'cause it felt like fun
Did a little speed if my friends had some
Nicked Volkswagon badges, I'm a Beastie Boys son
Me so horny, me so young, and I still get my washing done
Friends died of cancer, God didn't have an answer
Rhythm was a dancer, any room for a chancer
That's me in the corner, thanks Sir
Wore a German army parka and creeper shoes
Workman's hat like Billie Mckenzie
Before I was having it, having it large
They nicked the Opel from out my garage
And I knew it was a pinta from off the estate
'Cause every time I saw him he smiled like we were mates
From then on in, I'd have to walk to me Nan's and I'll dream my dreams for a sea of mushrooms Like a hooligan on the football stands and I threw the V's to Benfica and Académica
And then I ran, I ran so far away
Down Rua do Brasil to a taxi bay
Then I ran again 'cause I couldn't pay
Mr Moreira didn't get his fare that day
I apologise today
Things look better when they start
That's how the 80's broke my heart
And who are you calling poof
You like Wham, man
I hate that stuff
And then my Granddad died and left a hole in the family
And lots of women there to nanny me
School was a laugh, they didn't have A.D.D
Thick was the term they used for me
Over and over, repeatedly, over and over
Take my breathe away, pass the bidley bidley bidley bidley bong
Pass it on the left hand side
Right turn, Clyde
That girl in the fourth year got pregnant
She was raised Catholic, brilliant
I cried, she cried, we cried
Her youth died
Drank lager in the cemetery
The year above us had discovered 'Hash'
And I said it weren't for me
Twelve pounds fifty
I could rob my mum's purse and buy one off the street
Met a girl on Monday, drank Laranjina C on Tuesday
Fingered her on Wednesday, and on Thursday and Friday, and on Saturday
Dumped by Sunday
Things look better when they start
That's how the 80's broke my heart
The wonder years I've played my part
That's how the 80's broke my heart
I lost my virginity to a girl called Ana Maria
Well, she said she fancied me
And then she said "Fuck me" and I thought fuck me
And I'm all talk and it'll be over too quickly
And it was but I couldn't care less
I'd seen a girl's part, made a mess on her dress
Oh yes, you're now rocking with the best
Second person in my year that had seen a breast
I'm in my 30s now and I'm still impressed
Why the Balkans Mum, and what have they done
Where do girls come, where do girls come from, where do girls come from
It's the 80's what you looking at, you mong
So young, so long, so young, so long
Too short, so long
What you looking at, you mong
Too short, so long, too short, so long So long
Ali perto o Tejo, ali próximo o Alentejo
Chegaram, fixaram-se e não atravessaram o rio. Não que o Tejo os assustasse, não que não soubessem nadar. Ao fundo os guindastes lembravam sobreiros isolados no meio da planície e o movimento nos estaleiros era tão grande que mais lembrava a Feira de Abril. Era mais fácil ficar ali, próximo das fábricas de tratamento da cortiça, matéria prima que lhes lembrava os montados que dão sombra nos dias quentes de Verão, o musgo que por baixo deles crescia e que apanhavam no Natal em romaria, uma cesta de musgo numa mão e uma medronheira debaixo do braço para a árvore de Natal.
Chegaram-se, fixaram-se aí e não atravessaram o rio. Não que a urbe os assustasse, mas era mais aconchegante ficar ali onde o sotaque era o mesmo, 20, 30, 40 anos depois. Com os vizinhos era mais fácil partilhar pão alentejano, trocar chouriças e paios, organizar viagens colectivas à terra na altura das matanças, nos final de Janeiro e Fevereiro.
Chegaram-se, fixaram-se aí e não atravessaram o rio. Não que a língua fosse diferente, mas era mais agradável, sabia mais a casa partilhar brincadeiras, lembrar o monte e os corgos, a silveirinha e os monturos, a vizinha tabaneza que passa a tarde no pial, a Bia que já anda mais entoiçadinha e já acode quando lhe bradam a caminho da fonte.
Chegaram-se, fixaram-se aí e não atravessaram o rio, porque não lhes apeteceu.
Muitos deles jazem agora num cemitério instalado mesmo à beira da auto-estrada, quiçá para levar as suas almas mais rápido para o céu mas sempre com escala pelo Alentejo.